Make your own free website on Tripod.com

Sobre a Hidrovia

A excelente situação geográfica da "Hidrovia Tietê-Paraná" a coloca como o principal fator de industrialização, desenvolvimento do turismo no interior paulista e reordenamento dos meios de transporte, permitindo a multimodalidade, em larga escala, com grande ganho em competitividade, para os produtos brasileiros. A operação comercial da hidrovia é recente, pois ocorreu na medida em que foram concluídas as diversas obras dos aproveitamentos múltiplos nos dois rios.

A hidrovia do rio Tietê começou em 1.981 com o transporte regional de cana-de-açúcar, material de construção e calcário. Em 1.991 iniciou-se o transporte de longa distância através de todo o rio Tietê e do tramo norte do rio Paraná, ligados pelo canal artificial de Pereira Barreto, possibilitando que a navegação alcançasse o sul do Estado de Goiás e o oeste do Estado de Minas Gerais.

A eclusa de Jupiá integra o rio Tietê ao tramo sul do rio Paraná com a navegação atingindo o aproveitamento hidroelétrico de Itaipu. São mais de 750 quilômetros de hidrovias principais e mais de 550 quilômetros de hidrovias secundárias. Estas últimas penetrando principalmente no Estado de Mato Grosso do Sul. Com a operação comercial de Jupiá, a hidrovia Tietê-Paraná está completa em sua primeira fase, totalizando 2.400 quilômetros de vias navegáveis. A eclusa de Jupiá transforma esta hidrovia em uma importante rota de integração comercial dos Estados do sul, sudeste e centro-oeste do país, além de servir de porta de entrada para o "Mercosul".

A hidrovia do rio Tietê admite a navegação de embarcações de 2,5 metros de calado totalizando 2.200 toneladas de carga por comboio e de 4.400 toneladas por comboio duplo Tietê. Esses comboios trabalham a uma velocidade que varia entre 12 e 14 quilômetros por hora. Nesta hidrovia também podem operar comboio triplo Tietê que chegam a transportar até 6.600 toneladas de carga. Atualmente a hidrovia transporta aproximadamente 5,7 milhões de toneladas anuais, sendo 1,2 milhão de toneladas de cargas de longo curso como farelo, soja, grãos de ordem geral, fertilizantes e calcário agrícola. Projeta-se para o ano 2.010 o início do processo de saturação dessa hidrovia, ou seja, 20 milhões de toneladas transportadas, sendo quase 25% deste total representado por carga regional ou de menor percurso como cana-de-açúcar e materiais de construção principalmente areia e cascalho. Nestas condições, a hidrovia terá atingido a produção de transporte de aproximadamente 12 bilhões de toneladas por quilômetros úteis.

Segundo consultores internacionais, na região dos rios Tietê e Paraná, dentro do Estado de São Paulo, encontram-se 18 das 30 melhores cidades para negócios do Brasil: Bauru, Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Franca, Araraquara, São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santos, Piracicaba, Mogi das Cruzes, São Carlos, Araçatuba, Marília, Americana, São Caetano do Sul e São José dos Campos. A experiência mundial aponta com clareza que o transporte de baixo frete, principalmente fluvial, cria, em sua área de influência, condições para o desenvolvimento auto-sustentado baseado na própria economia e na manutenção do meio ambiente favorecendo a fixação industrial, agrícola, de serviços e de empreendimentos turísticos, acrescentando valor ao trabalho e qualidade de vida ao homem. 

A "Hidrovia Tietê-Paraná" também desponta como nova e exótica oferta turística nacional. As grandes superfícies de águas dos reservatórios, as extensões de rios em corrente livre, as paisagens naturais e os recursos energéticos privilegiam, além do turismo clássico de lazer e cultural, turismo ecológico, o turismo fluvial e o agroturismo. Com tudo isso, podemos concluir que a região de influência dessa hidrovia possui 12 terminais hidroviários (mono, bi e trimodal), 23 pólos identificados de desenvolvimento, 17 pólos turísticos, 12 pólos de distribuição logística e um impressionante índice de crescimento. Do turismo à agricultura, à indústria e ao comércio, a "Hidrovia Tietê-Paraná", também conhecida como "Hidrovia do Mercosul", é, enfim, um rio de negócios, com retorno financeiro garantido.

clique na figura para voltar