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Economia

A economia da cidade de Jaú ainda é baseada no predomínio da agricultura da "cana-de-açúcar". A cana é responsável pela produção de açúcar e álcool. Este setor ocupa 94% da área do município e 7% da população economicamente ativa. Recebe grandes investimentos em pesquisas voltadas à produção da cana desde a muda até a obtenção do produto final. Apesar de possuir mais de 95% de sua população concentrada na área urbana e ser considerada "Pólo de Desenvolvimento Econômico", Jaú ainda é uma cidade voltada à agricultura. Segundo a "Cati - Coordenadoria de Assistência Técnica Integral de Jaú", o valor da produção agrícola, medido entre 1.998 e 1.999, atingiu cerca de R$ 57 milhões, R$ 9 milhões a mais que o orçamento do município, sendo a cana-de-açúcar responsável pelo montante de R$ 54 milhões. A monocultura da cana também reflete na paisagem da região. De acordo com a "Cati", em 2.001, dos 500.000 hectares de área agrícola, 232.000 estavam com cana plantada. Em Jaú, dos 59.000 hectares da área plantada, 72% são ocupados por cana.

Responsável pelo "boom" econômico de Jaú no final século XIX, o "café" representa hoje apenas uma pequena fatia da agricultura do município. A cafeicultura impulsionou a economia regional até meados do século XX quando começou a ser substituída, em larga escala, pela monocultura da cana-de-açúcar. Do total do valor da produção, medido em 1.998 e 1.999, o café representa hoje apenas 2% em Jaú. A "produção de leite" e a "carne bovina" também são outras culturas de pequena expressividade na cidade.

Além da cana-de-açúcar, do café e de outras culturas, Jaú atualmente é conhecida como a "Capital Nacional do Calçado Feminino" contando com 220 indústrias capacitadas a produzir anualmente 14 milhões de pares de calçados. Três shoppings são a principal vitrine da produção calçadista na cidade. Juntos, o "Shopping do Calçado", a "Companhia do Calçado" e o "Território do Calçado" levam às compras mais de 2.000 pessoas nos finais de semana, vindas das mais variadas regiões do Estado e até de outras localidades. Além disso, geram diretamente mais de 180 empregos.

Jaú também é sede de indústrias de pequeno, médio e grande porte. Esses setores industriais empregam cerca de 50% da força de trabalho economicamente ativa do município. Ainda no setor secundário, encontramos indústrias têxteis e alimentícias e setores industriais de mecânica pesada, mecânica de precisão gráfica e cartonagens.

Além disso, o comércio de Jaú é referência regional atendendo cerca de 10 cidades circunvizinhas. Jaú conta ainda com a prestação de serviços de gabarito em diversas áreas.

 O poder público, por sua vez, desenvolve consideráveis esforços no sentido de preparar a população para uma rápida e proveitosa inserção ao grande desenvolvimento que a região desfrutará em breve com a intensificação das operações da "Hidrovia Tietê-Paraná" e o desenvolvimento do intercâmbio comercial com o "Mercosul". Jaú assegura excelentes condições de navegabilidade sendo um portal para o Mercosul facilitando assim, a implantação de terminais e de atracação de comboios através da hidrovia Tietê-Paraná. Esta hidrovia influencia 110 municípios paulistas, além de outras localidades nos Estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás, Minas Gerais e Paraguai. Jaú, localizada na região central do Estado de São Paulo, através de estudos feitos e planejados, se credencia a ser porta de acesso a esse verdadeiro rio de negócios rumo ao Mercosul.

No transporte rodoviário, a cidade oferece uma excelente malha viária (municipal e estadual) que garante transporte fácil, rápido e seguro principalmente para a cana-de-açúcar e o calçado (principais produtos do município). A duplicação da rodovia SP-225 numa extensão de 150 quilômetros, ligando a rodovia Washington Luis à Bauru, passando por Jaú, já terceirizada, terá uma nova ponte com pista dupla sobre o rio Tietê. As obras de duplicação do contorno rodoviário que circundam a cidade estão praticamente concluídas. Essas obras são, com certeza, um vetor de extraordinária importância para o acesso à hidrovia.

Na área ferroviária, a cidade é servida pela "FEPASA" (antiga "Companhia Paulista de Estradas de Ferro"). O sistema ferroviário do qual Jaú se serve permite mais um modal de acesso que abre as portas do município para a exportação, a nível mundial, via porto de Santos. Hoje, a ferrovia, que no passado foi nosso principal meio de transporte de passageiros, atende apenas ao setor de cargas. 

Jaú é a única, dentre todas as regiões do Estado, que garante a intermodalidade no transporte pois apresenta um entroncamento entre a ferrovia, a rodovia e a hidrovia. Foi percebendo as grandes potencialidades de investimentos nestas áreas que um grupo de empresários se uniu para aproveitar o momento histórico do desenvolvimento do interior paulista. Com o apoio técnico da CESP - Centrais Elétricas de São Paulo, Diretoria de Hidrovias - Divisão de Fomento e o apoio político e institucional do poder público de Jaú, fundaram a "COOPROEST - Cooperativa da Região Centro-Oeste Paulista" com a finalidade de fomentar e dar todo o apoio técnico, político e institucional para a exploração consciente e ordenada das margens da hidrovia e de toda a sua área de influência.

 A "COOPROEST", com sede no município de Jaú e com grande potencial empreendedor e catalisador, começou a organizar e elaborar projetos que contemplam todos os requisitos necessários para uma exploração consciente do ponto de vista econômico, social e ecológico. Como primeiro resultado, surge o "Pólo de Integração de Jaú", um pólo industrial localizado às margens da hidrovia Tietê-Paraná, no município de Jaú, num trecho compreendido entre a  rodovia SP-225 e o ramal Bauru-Itirapina da antiga "FEPASA", hoje já privatizada, nas margens do reservatório de Bariri.

O potencial de consumo da região tem despertado a atenção de grandes grupos como o “Mc Donald’s”, no ramo de fast-food, que inaugurou uma franquia na cidade.

Além disso, Jaú tem se desenvolvido no ramo do turismo. Atento a essa nova realidade, o município está participando do "CODETUR" - Comitê de Desenvolvimento do Turismo Regional" e já começa a oferecer aos turistas roteiros variados. É uma das cidades do interior paulista mais ricas em edifícios de grande importância arquitetônica erguidos, em sua maioria, no auge do período cafeeiro. Entre outros, podemos destacar projetos de "Euclides da Cunha", "Ramos de Azevedo" e "Vila Novas Artigas". Outro ponto turístico que se destaca é a "Reserva Ecológica Amadeu Botelho", com 190 hectares de mata nativa, em meio a uma fazenda do início do século XX que atualmente desenvolve a policultura, educação e turismo ecológico rural.

Com um "PIB - Produto Interno Bruto" de aproximadamente US$ 650 milhões, Jaú vem consolidando sua posição, ao longo dos últimos 10 anos, de centro econômico regional. Com fácil acesso viário, a cidade vem passando por uma visível transformação socioeconômica acolhendo empreendimentos que trazem a movimentação financeira das grandes cidades, apesar de manter a qualidade de vida característica das cidades do interior.

Jaú possui uma localização geográfica privilegiada (exatamente no centro do Estado), em uma região servida por malha viária, ferroviária e hidroviária, que liga o município às principais regiões do país e da América Latina. Possui todos os requisitos necessários para dar todas as condições ideais a quem desejar aqui realizar seus investimentos.

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