Make your own free website on Tripod.com

Curiosidades

Curiosidade 01

O nome "Jahu" vem do tempo das monções e tem ampla significação na língua "Tupi-Guarani-Kaingangue". "Ya-Hu" quer dizer peixe guloso, comedor, um grande bagre comedor. Também pode significar "o corpo do filho rebelde", segundo conta a lenda do "Peixe Jahu".

 "Ya-Hu" era um jovem guerreiro da tribo dos "Kaingangue" que não aceitou uma troca de cunhas entre seu pai e o chefe da tribo dos "Coroados" a qual selava um acordo de paz. Por causa de uma das moças, talvez a amada, Ya-Hu revoltou-se contra seu pai e reagiu. Perseguiu os Coroados até próximo a serra de São Paulo onde os encurralou e provocou uma grande batalha causando, com isso, muitas mortes.

Porém bastante ferido, o jovem guerreiro volta para casa. No caminho de volta foi seguido pelos Coroados. Durante a caminhada acabou sendo atingido duas vezes. Por fim, cercado pelo inimigo e vendo que não tinha mais espaço para fuga, para que seu corpo não fosse comido e para que sua cabeça não fosse cortada e erguida como troféu, o jovem guerreiro Kaingangue preferiu afogar-se num ribeirão, de onde ressurgiu, mais tarde, transformado em peixe.

Esse nome, dado pelo chefe Kaigangue (e que mais tarde passou a ser o nome do peixe, do rio e do município), significa "o corpo do filho rebelde" justamente porque o referido peixe mostrava no dorso uma mancha irregular na cor vermelha iguais as que usava o jovem guerreiro que jamais voltou de sua batalha contra os Coroados.

Curiosidade 02

O primeiro morador da região de Jaú foi "Antonio Dutra", fugitivo da justiça de Araraquara que, para não ser preso, afunda o sertão vindo a descobrir o "Rio Jahu", onde apossa-se de enorme gleba de terras à margem direita do referido rio. Sua morada ficava localizada nas cabeceiras do "Ribeirão da Onça". Sempre que interpelado sobre suas divisas, Antonio Dutra respondia que começavam em certo lugar, seguiam tais e tais espigões ou águas e terminavam na boca de sua espingarda.

Antonio Dutra teve o fim que mereceu ao dar uma festa de despedida em sua casa na cidade de Araraquara pois iria se mudar com sua família para Jaú. Na madrugada, ao cair bêbado, foi assassinado a machadada por sua mulher e amigos. Seus filhos venderam a posse de suas terras em duas glebas: A de "Pouso Alegre" venderam para "Francisco Gomes Botão" e a do "João da Velha" venderam para "Joaquim de Oliveira Matosinho".

Curiosidade 03

"Bento Manoel de Moraes Navarro" escolheu como padroeira do patrimônio "Nossa Senhora do Patrocínio" e ainda se comprometeu a mandar esculpir uma imagem da santa em "Itú" e, quando pronta, trazer a mesma a Jaú, tudo por sua conta porque tinha feito uma promessa para que seu filho, o "Tenente Antonio Manoel", perseguido por haver participado, ao lado do "Padre Antonio Diogo Feijó", da "Revolta Liberalista de Sorocaba" em 1.842, não fosse preso.

O "Tenente Antonio Manoel" se refugiou na casa do "Capitão José Ribeiro de Camargo", no "Engenho de Morro Azul", em Rio Claro. Esse convívio acabou levando Antonio Manoel a tornar-se, mais tarde, genro do capitão Ribeiro casando-se com sua filha "Maria Justina".

Curiosidade 04

A palavra “Jahú” (nome original da cidade, do rio, do peixe e com o qual "João Ribeiro de Barros" batizou seu hidroavião para fazer a famosa travessia sobre o Atlântico), com o passar do tempo foi sendo modificada. Esta palavra passou por sucessivas reformas ortográficas no decorrer do tempo e foi sofrendo várias alterações em sua ortografia.

Num certo período da história, a palavra “Jahú” perdeu o acento agudo. Daí em diante a cidade ficou conhecida como “Jahu” (com “h” e sem acento). A lei municipal número 481 de 21 de março de 1.988 estabelece em seu artigo 1º: “A palavra ‘Jahu’ quando se refira à cidade ou ao município será oficialmente escrita com ‘h medial', a exemplo do topônimo ‘Bahia’, assim escrito em consonância com a regra 42 do acordo ortográfico de 1.943, oficializado pelo decreto federal número 14.533 de 18 de janeiro de 1.944”.

Depois desse período, a palavra “Jahu” continuou a passar por várias reformas ortográficas. Atualmente esta palavra perdeu a letra “h medial" e ganhou novamente o acento agudo. Com isso a palavra se transformou novamente de “Jahu” para “Jaú”.

Curiosidade 05

A construção do "Jaú Shopping Center" na cidade até a entrada em funcionamento é uma longa história que começou em maio de 1.987. A partir de um projeto elaborado pela "Planobre Engenharia", de Curitiba, a "Associação Comercial e Industrial de Jaú" contratou a "Construtora Brasília", de Londrina, para as obras de construção. A previsão do contrato era de entregar o shopping pronto em dois anos, o que deveria ter ocorrido em 1.989. Mas apenas nas sondagens e nas fundações foram gastos mais de três anos. A "Construtora Brasília" permaneceu no empreendimento até 1.993 quando se tornou insolvente.

A partir daí, os proprietários-empreendedores passaram a administrar eles mesmos a construção com mão-de-obra local. Entre 1.994 e 1.997, sem um arquiteto, sem orientação profissional, foi se esboçando um arremedo de shopping, onde todas as instalações foram executadas sem um projeto técnico e sem um acompanhamento especializado em cada setor. Isso resultou em um prédio impróprio para um shopping que teve que ser totalmente refeito a partir de 1.998.

A partir de janeiro de 1.998, com a contratação do atual administrador do shopping "José Milton Giannini", a primeira providência por ele tomada foi fazer um check-up geral na obra. Engenheiros do "Grupo Iguatemy" vistoriaram tudo e condenaram o prédio integralmente. Engenheiros da "Faculdade de Engenharia da USP - Universidade de São Paulo", do "Campus de São Carlos", do "Corpo de Bombeiros" e da "Companhia Paulista de Força e Luz - CPFL", todos apresentaram laudos que exigiam uma série de obras para liberar o funcionamento do shopping.

A partir desses laudos, assembléias foram convocadas com os proprietários e as alterações necessárias foram aprovadas. As adequações compreenderam desde o telhado e o reforço da estrutura para a instalação do sistema central de ar-condicionado, o sistema de coleta de águas pluviais, drenos externos e internos, toda parte elétrica, hidráulica e de telefonia, chuveiros antichamas, até a troca de todo o forro e o piso, que foi substituído de "granilite" por "granito natural". Só na recuperação do shopping, de 1.998 até o ano em que ele foi inaugurado, 2.001, foram investidos aproximadamente cerca de R$ 3 milhões. Com a receita decorrente das contribuições mensais dos associados, o shopping foi inteiramente reconstruído em três anos e meio. Terminadas as obras, a preocupação foi adequar o empreendimento às normas de funcionamento que atendessem aos padrões modernos de gerenciamento de shoppings.

Hoje, o "Jaú Shopping Center" tem um sistema moderno de administração. É uma "sociedade anônima" conjugada com uma "associação". A "associação" se encarrega das despesas enquanto a "sociedade anônima" distribui os lucros aos participantes do empreendimento. E esta é a história do "Jaú Shopping Center" que começou a funcionar na cidade depois de 14 anos e meio do lançamento do projeto.

clique na figura para voltar